Diferenciais competitivos para vender mais em 2015

Por Rodrigo Souza

A economia vive momentos de incerteza, principalmente no comércio e varejo. O período inconstante promete fazer com que equipes de vendas repensem estratégias para conquistar e agradar os clientes.

Especialistas afirmam que o “freio” na economia leva a uma tendência da diminuição do poder de compra da maior parte da população, com isso, a concorrência promete ser mais acirrada ainda. Diante desse cenário o vendedor deve intensificar sua atenção a alguns detalhes que podem ser decisivos na hora de vender um produto.

No entanto, apesar das estimativas de um ano difícil para o setor varejista, tais dificuldades podem se tornar um bom momento para fazer ajustes nas estratégias de vendas, incentiva Haroldo Monteiro da Silva Filho, coordenador da MBA de Finanças da Universidade Veiga de Almeida e diretor da Planning & Management Consultoria. “Muitos veem esta dificuldade como uma oportunidade para um ajuste de suas estratégias de vendas. Assim a equipe de vendedores de uma empresa deve ter amplo conhecimento dos produtos que está vendendo e também de seu público consumidor. Foco no atendimento personalizado, e também ‘um mimo’ especial para o cliente é sempre bem vindo. Todas estas estratégias adotadas pelos vendedores levam a uma divulgação boca a boca do atendimento daquela loja, aumentando assim sua base de clientes”, orienta.

Aliado a isso, os lojistas devem seguir adotar outras medidas complementares, como estudar amplamente os dados dos consumidores, direcionar o foco do marketing em inteligência. Compreender a importância do branding e do valor percebidos pelo cliente, que se tornam cada vez mais fundamentais para o sucesso das empresas. “Atualmente o cliente quer comprar o produto por um preço justo, e ele percebe muito bem esta relação preço x produto, seja o cliente das classes A, B ou C. Hoje percebo que o cliente da classe C também quer ter uma experiência de compra, e dá valor ao ambiente da loja, aos mimos no atendimento, e ao visual merchandising”, reforça.

Neste cenário, há ainda muitos empreendedores na dúvida entre ter uma loja física ou online. Para estes, Ana Martinez, consultora de Recursos Humanos, afirma que a solução depende do produto que se vende e do público-alvo que esse negócio deseja atingir. “Entendemos que uma loja online proporciona muitas vantagens em relação à loja física, como horário de atendimento ampliado (por ser 24 horas por dia e 7 dias por semana), custos para a manutenção menores quando comparados a um espaço físico e a área de atuação e abrangência dessa marca pode alcançar um número maior de pessoas. Porém, é necessário que se tenha uma estrutura muito organizada em relação a logística, atendimento e suporte. Assim, antes de qualquer passo, é muito importante a avaliação do nível de acessibilidade e experiência do consumidor alvo do seu negócio para concluir a viabilidade ou não da abertura de uma loja online”, orienta a especialista.

Rodrigo Souza é jornalista formado pela Faculdades Integradas Hélio Alonso – Facha.