Big Data: o uso inteligente da informação

Embora o termo Big Data seja novo, seu conceito já era usado desde o início da civilização, quando pela simples observação do voo dos pássaros era possível prever a aproximação da chuva.

Para um melhor entendimento dessa aplicação que diz ser a revolução do mundo moderno é preciso entender a diferença entre duas coisas bem distintas: dados e informação.

Um dado pode ser qualquer elemento, registro ou valor que visto de maneira isolada não produz em você nenhum resultado: “na sua cidade choveu mais em 2012 do que em 2011”.

Informações são dados mais estruturados e precisos que podem ter um efeito imediato sobre você ou que possa produzir uma ação: “amanhã irá chover muito na sua cidade”. Essa informação o levará a, pelo menos, sair de casa com uma roupa mais apropriada ou com um guarda-chuva.

Um dado pode ser uma informação para uma pessoa e outra não, dependendo da profissão, localização, etc.

A análise após coletar-se uma variedade de dados e transformá-los em informação, como conhecemos, era feita armazenando-se dados nos computadores, mas a análise inteligente para fins de divulgação e tomada de decisão era humana e, em geral, feita por estatísticos e matemáticos. Como exemplo podemos citar as informações que recebemos nos telejornais sobre as análises do IBGE do último senso, que se vista de maneira local não são de muita valia, mas de maneira nacional, mostram as tendências do Brasil, para onde vamos e onde se deve investir mais ou menos.

Ocorre que com a popularização dos computadores, uso de redes sociais, e a massificação de tudo isso na mão de milhões de pessoas através dos Smartphones, a quantidade de dados que hoje trafegam de um lado para outro irá saltar da ordem de 1,8 Zettabytes para 8 Zettaytes em 2016 (1 Zettabyte é igual a 1 trilhão de Gigabytes). Para se ter ideia de como isso cresce, o número de dados dos últimos três anos é igual a quantidade de dados produzida por toda a humanidade até então.

A evolução tecnológica trouxe internet mais rápida e mais abrangente. O que antes se guardava nas próprias empresas, hoje se guarda em Cloud Computing. O uso irrestrito e o barateamento no armazenamento desses dados está popularizando o Big Data.

São empresas que estão transformando esses dados em informações, e o que antes eram feitos apenas por estatísticos hoje são feitos diretamente por máquinas e em tempo real. Desde imagens de satélite ou imagens de trânsito e segurança de uma cidade até tudo o que você digita no Facebook, tudo o que você twittar, seu plano de TV a cabo, seu gasto com cartão de crédito, tudo está sendo analisado da maneira que interessa a cada empresa.

O Big Data pode ajudar desde a combinação dos dados de clima em determinada região nos últimos anos, versus a produção de tomate naquela localidade, podendo assim prever desde o possível aumento no custo da fruta ou se as ações das empresas que têm esse negócio irão cair ou subir. Se as ações de uma determinada empresa de alimentos sempre sofre baixa em determinada época no ano, essa informação pode fazer com que o acionista venda, semanas antes, essa ação.

Se você costuma comprar um celular a cada dois anos, pode ser que quando estiver próximo de 24 meses e passar perto da loja de alguma operadora você receba uma SMS com as informações de modelo em oferta e condições de venda que se aproximam do seu perfil.

Dados de localização serão um dos que mais serão utilizados por empresas para análise do perfil dos consumidores e para se comunicar dependendo de onde o cliente esteja.

Assim como algumas lojas de varejo já usam o Big Data para cruzar informações de localização dos caminhões de fornecedores com seu estoque, podendo priorizar a reposição de estoque em uma loja ou outra, elas também podem usar dados das redes sociais para verificar a aceitação de seus produtos ou saber qual produto vende mais quando esta chovendo ou quando faz sol,de forma a ser destacado determinado produto assim que a temperatura mudar.

Apenas 15% dos dados que circulam são derivados para uma informação útil, daí se vê o potencial de crescimento desse mercado para os próximos anos!

Gledson Santos é especialista e consultor em vendas e projetos de TI na Legado Consultoria & Comunicação, gerente de negócios na Telefonica|Vivo e Palestrante nas áreas de vendas e tecnologia.