Enron: os mais espertos da sala

Enron: os mais espertos da sala, documentário de 109 minutos de duração, do diretor Akex Cibney, tem como base o livro de Bethany McLean e Peter Elkind, trata de um dos maiores escândalos econômico – financeiros dos Estados Unidos e do mundo corporativo, a bancarrota, em 2001, da empresa Enron, gigantesca corporação envolvida no negócio de comercializar energia em mercados futuros.

De antemão é preciso dizer que essas reflexões não focalizam propriamente o escândalo da Enron ou o comportamento desonesto de seus dirigentes. A intenção não é atirar pedra na empresa, por mais que ela e os que a dirigiam na época possam merecê-lo. Nosso interesse, aqui, prende-se à análise do papel do líder de uma organização na formação de sua cultura.

É abundante a literatura sobre gestão de empresas que glorifica os lideres fortes, donos de personalidade carismática, de poder ilimitado e ousadia para tomar decisões estratégicas essenciais à vida da empresa, envolvendo bilhões de dólares e o destino de milhares de colaboradores e milhões de clientes. Com certa frequência, a literatura especializada também advoga que a gestão deve ser realizada participativamente e que o chamado à equipe para que tome decisões junto com o madatório-mor da empresa é um principio irrecorrível da boa gestão. Mas, na prática, o que realmente se vê é a globalização do grande líder, que aceita o desafio de tomar por si mesmo as decisões mais cruciais – e se sai bem.

Quando isso acontece, essa pessoa simplesmente deixa seu nome na história dessa empresa.
Assista ao filme e reflita: O grande líder dita a cultura corporativa?

Fonte: Os filmes que todo gerente deve ver, Editora Saraiva.